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António Fontinha: Estamos a aprender a conviver uns com os outros

António Fontinha: Estamos a aprender a conviver uns com os outros
agosto 29
12:01 2014

É muito alto, esguio, põe os animais a falar e leva a brincadeira muito a sério.

António Fontinha é um contador de histórias que espevitou a tradição oral portuguesa. Este fim-de-semana, por exemplo, o festival Palavras Andarilhas regressa a Beja.

Ele é um guardador de memórias. Fala com os velhinhos de Portugal, guarda-lhes as histórias. No início, sem repertório, leu recolhas e contos de homens como Teófilo Braga.

E pensou: mas que invenções do arco-da-velha, por isso é que se chamam histórias da carochinha, por isso que é morreram. E hoje pensa: António, tu eras um cego. Isto é o património imaterial, está vivo, não cristaliza no tempo.

E por que é que o Ocidente deu um pontapé no rabo da tradição oral e só agora voltou a pegar nela? Que sentido é que faz que o acto de contar histórias seja recuperado? Por ele, a brincadeira continua. Mas António tem um grande pavor: ‘e se eu me farto? E, se um dia, eu só quiser contar histórias quando me der na real gana? É um fantasma, pode acontecer, não aconteceu’. O jogo continua.

Quando faço recolha de contos orais, os velhotes riem-se de mim e perguntam: mas isso não acabou? A palavra ainda tem peso? Um dia, numa aldeia pequenina de Trás-os-Montes, eu falava com uma mulher de 91 anos, …

Via:: Jornal Negócios

    

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